Fenapef cobra apuração sobre possível envolvimento do ex-diretor da PF em negociações suspeitas

Segundo reportagens, Leandro Daiello e Edmílson Bruno teriam tentado reaver dinheiro pago por empresário sequestrado a policiais civis e militares

Fonte: Comunicação Fenapef

Data: 07/10/19

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) solicita investigações sobre o suposto envolvimento do ex-diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, e do ex-delegado Edmílson Pereira Bruno em negociação com policiais civis e militares investigados por sequestro e cobra lisura na apuração dos fatos.

 

Segundo reportagens do SBT e do Jornal o Estado de São Paulo, Daiello e Bruno são consultores de uma série de empresas de tecnologia. Teriam participado de conversas na tentativa de reaver R$ 1 milhão pagos por um empresário cliente deles sequestrado em julho a mando do empresário e desenvolvedor de tecnologias Guilherme Aere dos Santos. De acordo com o depoimento da vítima, cujo nome não foi revelado pelas reportagens, o crime teria sido conduzido por policiais que o levaram a uma delegacia em São Paulo, onde a extorsão teria ocorrido. Três policiais militares e quatro civis teriam participado da ação.

 

Ainda segundo o SBT e o Estadão, as investigações apontam que Leandro Daiello e Edmílson Bruno negociaram com os policiais civis e militares para reaver o dinheiro em nome do empresário sequestrado e conseguir uma declaração positiva para a empresa na qual trabalham. Em troca, não denunciariam o crime cometido pelos policiais.

 

Daiello teria confirmado aos repórteres que ele e Bruno foram contratados como consultores pelo empresário que foi vítima do sequestro. A empresa de bitcoins que contratou Daiello e Bruno é suspeita de ter cometido irregularidades.

 

A Fenapef destaca que as relações entre os delegados e as empresas para as quais prestam consultoria precisam ficar plenamente esclarecidas para que não restem dúvidas sobre a lisura e o caráter republicano que devem permeá-las. A entidade aguarda a completa apuração dos fatos, que ainda estão sob investigação. O nome do órgão Polícia Federal não deve ser usado em ações de "consultoria" fora da instituição e dos limites éticos e legais.

 

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