Agente federal defende ação conjunta para combater extração ilegal de areia

Luís Fernando Ramadon diz que o crime de extração de areia é o terceiro na escala de maior faturamento mundial

Fonte: Comunicação Fenapef

Data: 05/10/21

Os prejuízos ambientais e financeiros causados pela extração ilegal de areia no Brasil e no mundo garantiram o título de mestre em gerenciamento e regulação de recursos hídricos pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) para o agente Luís Fernando Ramadon. A pesquisa que deu origem à dissertação foi publicada pela Revista Brasileira de Ciências Policiais (RBCP), publicação acadêmica dedicada à promoção e disseminação do conhecimento e à troca de experiências de doutrina policial.

O agente Ramadon dedicou-se a analisar o impacto da extração ilegal de areia, “levando em conta que a informação, a conscientização e a fiscalização efetiva podem ser respostas para diminuir os crimes e aumentar a arrecadação das compensações financeiras da extração mineral”, explica.

O pesquisador assegura que o crime de extração ilegal de areia é o terceiro na escala de maior faturamento mundial, com valores entre US$ 199,98 bilhões e US$ 349,98 bilhões ao ano. O primeiro colocado é a Pirataria e Falsificações com um faturamento entre US$ 923 bilhões e US$ 1.130 trilhão; em segundo lugar o Tráfico de Drogas, entre US$ 426,0 bilhões a US$ 652,0 bilhões; em quarto lugar está o Tráfico de Pessoas com um faturamento de US$ 150 bilhões e em quinto Extração Ilegal de Madeira entre US$ 52 bilhões e US$ 157 bilhões.

Para solucionar e combater o problema, Ramadon sugere duas formas de ação distintas e complementares. “A primeira é a de inteligência administrativa, no qual o foco seria a extração legal, por meio de parcerias com outros órgãos e uma efetiva fiscalização, e a segunda através da inteligência policial, de forma a se combater a extração ilegal, com identificação das áreas e dos responsáveis pelos crimes”, aponta.

Para ele, uma parceria entre a Polícia Federal, Agência Nacional de Mineração (ANM) e o Ministério Público Federal deve ser sistematizada para contemplar a identificação dos locais em que ocorrem as extrações ilegais e seguir o caminho da areia, da extração ilegal até a venda final.

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