Presidente Boudens fala com exclusividade, em live, à Folha Dirigida

Concurso PF 2020 com 2 mil vagas é um dos mais aguardados. Folha Dirigida Entrevista Luis Boudens, presidente da Fenapef, que fala de edital

Fonte: Folha Dirigida

Data: 17/09/20

O concurso PF 2020 com 2 mil vagas é um dos mais aguardados no país. Por isso, Folha Dirigida Entrevistou Luis Boudens, presidente da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais).

Boudens fala do edital da Polícia Federal e dos preparativos da seleção. Déficit de pessoal, concurso para área de apoio da PF e Reforma Administrativa também são tema desta entrevista.

O destaque é a previsão de definição da banca em outubro. "Acreditamos no cumprimento do cronograma e, por isso, a banca já deve sair em outubro", disse Boudens. Assista a entrevista!

Mas, que cronograma é ese que prevê banca e provas?

No início de agosto, foram confirmadas as possíveis datas e prazos prévios do concurso PF. Isso fo possível por meio de um cronograma sugestivo que a Polícia Federal enviou ao governo, junto com o pedido do concurso.

Este cronograma indica que o contrato com a banca será assinado em novembro e o edital pode sair em dezembro deste ano. As provas, por sua vez, ocorrem em abril. Veja a íntegra: 

Cronograma sugestivo do concurso PF 2020

Assinatura do contrato com a organizadora: 23 de novembro de 2020
Publicação de edital: 08 dezembro de 2020
Aplicação das provas objetivas e discursivas: 11 de abril de 2021
Teste de Aptidão Física: 12 a 13 de junho de 2021
Aplicação do exame médico: 17 e 18 de julho de 2021
Prova de digitação: 22 de agosto de 2021
Avaliação psicológica: 26 de setembro de 2021
Heteroidentificação de candidatos negros: 31 de outubro de 2021
Avaliação de títulos: 22 a 26 de novembro de 2021
Resultado final: 21 de dezembro de 2021
1º Curso de Formação: janeiro de 2022
2º Curso de Formação: julho de 2022

E porque banca até outubro? Entenda!

Você deve ter estranhado que no cronograma acima não tem a previsão de banca em outubro, certo? A Folha Dirigida e o presidente da Fenapef te explicam.

Primeiro é importante destacar que o cronograma começa partindo do start da assinatura do contrato. Mas, antes de oficializar com uma banca a PF precisa ter o nome da empresa definido, e possivelmente é esse prazo que Boudens menciona.

Além disso, o presidente comenta que a intenção da PF era retomar a última turmda do curso na academia durante o período de pandemia, com todos os cuidados, sem atraso. Caso isso acontecesse, não atrasaria os trâmites internos.

Segundo o presidente, como não houve um grande intervalo entre esses excedentes provavelmente o calendário poderá ser cumprido, com grandes chances. E, por isso, estima que a banca já esteja escolhida até o final de outubro para que, em novembro, possa ser possível cumprir o calendário.

"Eu acho que esse calendário tem grandes chances de ser cumprido dessa forma na qual foi divulgado. Inclusive a expectativa nossa é que até o final de outubro a banca já esteja escolhida e que a partir de novembro a gente cumpra o calendário conforme foi anunciado."

Presidente destaca que 2 mil vagas vieram em boa hora

Inicialmente, a PF confirmou que o pedido de concurso contemplaria a 1 mil vagas de policiais. Mas, em seguida, o presidente Jais Bolsonaro confirmou uma oferta de 2 mil vagas, que foram autorizadas recentemente.

Segundo Boudens, as 2 mil vagas chegaram em boa hora, e confirmam toda a pretenção da Polícia Federal e seus representantes.

Ele cita ainda a dificuldade que é passar, ás vezes, um longo tempo sem concurso e que isso não pode acontecer dentro da PF, que precisa de concursos regulares. Como justificativas, ele cita as reformas, como a da Previdência.

"Mas, nós esperamos que com essas 2 mil vagas agora a gente consiga entrar no ritmo de manutenção de concursos públicos, tudo porque a Polícia Federal ao longo do tempo tem sido algo de grande vazão e com muita dificuldade na reposição desses quadros porque um concurso é demorado e é caro", diz Boudens.

'Trouxe mais tranquilidade e conforto' diz Boudens após aval de Bolsonaro

O aval extraoficial do presidente da República, Jair Bolsonaro, veio como uma notícia extremamente animadora para os candidatos, mas também para os responsáveis pelo concurso. Afinal, mesmo com sua autonomia a PF depende de questões burocráticas.

Entre essas questões burocráticas está a liberação de Orçamento e toda a questão econômica por parte do Ministério da Economia.

Segundo Boudens, o presidente ter anunciado e falado em público que o concurso está autorizado é de muito conforto e tranquilidade, uma vez que dá celeridade a todo um processo demorado.

"O fato do presidente da República ter anunciado é muito importante, é como se nós queimarmos várias etapas", disse o presidente da Fenapef.

Boudens cita a ausência de perito e do remanejamento das vagas

Você já conhece a distribuição das 2 mil vagas do concurso da Polícia Federal? Caso a resposta foi não, então não seja por isso:

Área policial

1.016 vagas de agente;
600 vagas de escrivão;
300 vagas de delegado; e
84 vagas de papiloscopista.

Sentiu falta de algo nessa lista? Pois bem, das cinco carreiras da área policial, apenas o perito criminal federal não está nessa lista. Isso, inclusive, já tem sido um motivo de debate e luta por conta da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais. 

Boudens explica que, nesse caso, a ausência do perito envolce uma criação de vagas, que hoje não existem. Ele comenta que a PF também não tem, ainda, essa autorização para criação desses cargos. E que a luta junto à categoria é, sim, para 200 novos cargos.

Mas, mesmo sem o perito na lista, o presidente não descartou a oferta do cargo no próximo concurso. Ele garantiu que, por exemplo, caso haja como ofertar, é possível um remanejamento. Para isos, seriam mexidas as 300 vagas de delegado, já que o salário é o mesmo e não haveria impacto orçamentário.

"Depende de uma boa vontade, uma gestão da Polícia Federal nesse sentido para que no Congresso a gente consiga aprovar essa criação de vagas o mais rápido possível. Nós estamos em setembro e pode ser que a gente consiga, mas repito, se houver algum tipo de risco para que o calendário não se cumpra (o que criasse alguma dificuldade junto ao governo por causa disso) nós vamos continuar batalhando por essas vagas, porém em um concurso seguinte, sem que atrapalhe necessariamente esse que foi anunciado pelo próprio presidente da República", disse Boudens sobre os peritos e os administrativos.

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