Metrópoles vence o Grande Prêmio da PF e ainda leva mais dois troféus

O portal de notícias ganhou com o podcast Revisão Criminal – O crime da 113 Sul e a foto Policial Morto em Operação no Rio Deixa Mãe de Cama

Fonte: Metropoles

Data: 26/11/21

O Metrópoles saiu com três troféus, na noite dessa quinta-feira (25/11), do Prêmio Policiais Federais de Jornalismo. A equipe do portal de notícias venceu o Grande Prêmio e a categoria Rádio com o podcast Revisão Criminal – O crime da 113 Sul. O time de fotografia do site de notícias ainda levou o título de melhor imagem com o trabalho Policial morto em operação no Rio deixa mãe de cama, vítima de um AVC. Também ganharam reportagens de Record TV, O Globo, Extra e Uol.

 

Os vencedores foram anunciados em live transmitida pelo canal do Sindipol/DF no YouTube. Devido à pandemia, o tradicional coquetel não foi realizado. O concurso organizado pelo Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal e pela Federação Nacional dos Policiais Federais está em sua quinta edição. O Metrópoles venceu troféus em todos os anos e, pela segunda vez, levou o Grande Prêmio – honraria dada à melhor reportagem sobre segurança pública do ano.

 
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A fotojornalista Aline Massuca, do Metrópoles, venceu com a imagem de um menino de 10 anos chorando no enterro do padrasto, o policial André de Mello Frias. O agente foi atingido por um tiro na cabeça, em 6 de maio de 2021, durante uma operação contra o tráfico de drogas que deixou 25 pessoas mortas no Rio de Janeiro e provocou um intenso tiroteio.

 



Saulo Araújo apurou e narrou o podcast vencedor Revisão Criminal. O crime da 113 Sul, um dos mais complexos e bárbaros da capital do país, ainda desperta mais dúvidas do que certezas, mesmo após 11 anos do caso e quatro pessoas condenadas pelo triplo assassinato do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, da esposa dele, a advogada Maria Villela, e da governanta do casal, Francisca Nascimento.

A reportagem do Metrópoles ouviu, durante um ano, as 103 horas de áudios do julgamento de Adriana no Tribunal do Júri e conversou com importantes testemunhas, que, até então, foram pouco exploradas na cobertura da mídia. O material coletado virou o podcast Revisão Criminal — Crime da 113 Sul.

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Na série, apresentamos relatos exclusivos do núcleo do clã Villela, inclusive de Augusto, filho do casal morto e irmão de Adriana, apontada como mandante do crime. Ao Metrópoles a família relatou pela primeira vez como era o modus operandi da polícia nos depoimentos e o quanto os episódios traumatizaram a família devido às arbitrariedades cometidas durante o caso.

Também mostramos as provas ignoradas pelo tribunal, como cartas e e-mails trocados entre a vítima Maria Villela e sua filha, Adriana, condenada pelo triplo homicídio. O podcast conta ainda os bastidores das investigações, que levaram uma experiente delegada a dar o triplo homicídio como solucionado a partir de suposições de um “caça-fantasmas”.

A investigação do Crime da 113 Sul é recheada de brigas internas entre os delegados, acusação de falsificação de provas e até compra de testemunha. Um dos homens condenados pelo crime, Leonardo Campos, provou que a Polícia Civil o torturou para confirmar o envolvimento de Adriana no triplo assassinato.

 
O caso mais grave, entretanto, é o envolvimento de Francisco Mairlon. Apontado como um dos executores do Crime da 113 Sul, ele acabou condenado a 55 anos de detenção. O que chama a atenção é o fato de a participação de Mairlon ser pouco detalhada no próprio julgamento. Após ouvir os sete episódios dessa série, caberá a você responder a seguinte pergunta: Adriana Villela realmente teve um julgamento justo?

Isabela Almada foi a responsável pelo roteiro, pesquisa e montagem. Gabriel Foster criou a sonoplastia, e Gabriel Pereira captou o áudio. Moisés Dias desenvolveu a linha visual do podcast. Lilian Tahan, Priscilla Borges, Otto Valle, Olívia Meireles e Gui Prímola editaram o material.


Sobre o prêmio

O Prêmio Policiais Federais de Jornalismo está em sua quinta edição e surgiu com o objetivo de inserir o tema segurança pública no cotidiano das redações brasileiras, promovendo a produção de matérias de qualidade que difundam a necessidade de discutir as melhorias necessárias ao sistema de segurança brasileiro.

Para chegar aos finalistas, as reportagens e fotografias inscritas foram validadas pela Comissão Organizadora e, em seguida, avaliadas por um grupo de 12 jornalistas profissionais e acadêmicos.

Os vencedores foram escolhidos pelo corpo de jurados do Prêmio, composto por: Antonio Paulo Santos, da Fenaj; Alexandre Kieling, da Universidade Católica de Brasília; Giuliano Cartaxo, da TV Brasil-EBC; Fagner Fagundes dos Santos, assessor na ANP/PF; Wanderlei Pozzembom, do SJPDF; Lincoln Frutuoso Cerqueira, Policial Federal e Jornalista; Manoel Henrique Moreira, do Uniceub; Fred Ferreira, da TV Globo Brasília; Thaïs de Mendonça Jorge, da UnB; Kátia Morais, do Jornalistas e Cia; Filipe Coutinho, da Coutinho Consultoria; e Kátia Sartório, da Kátia Sartório Comunicação.

Ainda nessa etapa, os finalistas passaram pela análise dos policiais federais filiados ao Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal – Sindipol/DF e aos demais sindicatos filiados à Federação Nacional dos Policiais Federais – Fenapef, por meio de votação on-line, que se encerrou no dia 15 de novembro.

O Metrópoles foi o vencedor na categoria Webjornalismo nos quatro primeiros anos do concurso. Na edição passada, a matéria Meninos-soldados: a infância a serviço do tráfico de drogas levou a categoria Webjornalismo e ainda ganhou o Voto On-line – troféu escolhido pela votação dos policiais federais de todo o Brasil.

No ano anterior, a equipe do portal também saiu com dois troféus: venceu o Grande Prêmio, com a matéria Quando a Polícia Adoece, e a categoria Webjornalismo, com a reportagem Carros-Fortes, Homens Indefesos. Em 2018, a matéria Lula encarcerado: a trajetória do petista até a execução da pena ganhou o primeiro lugar. Em novembro do ano anterior, a equipe levou o troféu pela cobertura da Operação Panatenaico.

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