Agente Felipe Scarpelli recebe o Prêmio Espírito Público 2021

Metodologia de padronização de procedimentos para reduzir riscos e ameaças em portos mereceu o reconhecimento no eixo segurança pública

Fonte: Comunicação Fenapef

Data: 21/12/21

A padronização de procedimentos adotados em todos os portos brasileiros para reduzir ao máximo todo o tipo de riscos e ameaças garantiu ao chefe do Setor de Análises Estratégicas (SAE), Felipe Scarpelli, o Prêmio Espírito Público 2021 na área de segurança pública. O prêmio valoriza profissionais que se dedicam a estudar, desenvolver e implementar serviços públicos de qualidade notória.

Criado em 2018, por iniciativa de Fundação Lemann, Instituto Humanize e República.org, o concurso elegeu neste ano servidores nas categorias Pessoas que Transformam, Equipes que Transformam e Instituições que Transformam. Scarpelli foi reconhecido como pessoa que transforma a segurança pública. A cerimônia foi transmitida no último dia 15, via YouTube.

Agente da Polícia Federal há 17 anos, Scarpelli diz que sua curiosidade por produção de conhecimento direcionou sua carreira como servidor público. Foi assim que chegou ao Departamento de Inteligência. Depois, a curiosidade pela análise de risco como um processo o levou a desenvolver uma metodologia capaz de prever riscos em determinadas operações. “A ameaça, seja qual for, precisa ser mensurada com uma base sólida; não pode ser empírica, na base do ‘achismo’", sintetiza.

A adaptação do método de gestão de risco para o setor de portos o levou ao trabalho premiado. A metodologia Aresp (Análise de Riscos com Ênfase em Segurança Portuária) foi desenvolvida a pedido e em parceira com a Conportos (Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis). O agente conta que o desafio era grande: além da importância para o comércio exterior, os portos são alvo de crimes como tráfico e contrabando de drogas, armas e pessoas, pirataria, atos terroristas e, também, a porta de entrada para graves problemas de saúde, como a Covid-19. Mesmo com tantas vulnerabilidades, não existia uma padronização na avaliação de riscos.

“A análise de riscos surge como um elemento indispensável nesse cenário dada a sua real capacidade de subsidiar o Plano de Segurança Portuária para o tratamento equilibrado e eficaz da segurança de categorias vulneráveis, como os recursos humanos, a segurança das áreas e instalações, a segurança da central de monitoramento, a segurança dos equipamentos, a segurança da documentação, a segurança das comunicações e informática, a segurança das operações e a segurança da informação”, enumera o agente.

O método baseia-se no cumprimento de sete etapas: i) diagnóstico, ii) identificação de riscos, iii) análise dos ativos, iv) análise das ameaças e perigos, v) análise das vulnerabilidades, vi) análise das consequências, vii) estimativa do grau de risco.

Alguns dos artigos de Scarpelli foram publicados pela Revista Brasileira de Ciências Policiais.

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