Empresas e servidores suspeitos de desvios de recursos são alvos da PF

5 de Abril de 2017

São cumpridos 8 mandados de busca e apreensão e 1 condução coercitiva. Investigação aponta prejuízo de R$ 1 milhão em Paranhos, no sul de MS

Servidores públicos e empresas são alvos de operação contra desvio de recursos públicos, em Paranhos a 456 quilômetros de Campo Grande, nesta terça-feira (4). São cumpridos 8 mandados de busca e apreensão, um mandado de condução coercitiva e a apreensão de R$ 400 mil nas contas bancárias de três empresas. A prefeitura de Paranhos divulgou nota informando que a atual administração municipal não é alvo da operação.

Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na prefeitura de Paranhos. Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa é especializada em desviar recursos públicos e fraudar licitações, com a conivência e participação de servidores públicos.

Os mandados foram expedidos pelas Justiças Federal e Estadual de Mato Grosso do Sul.

A operação Toque de Midas conta com a participação da Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal (MPF), Controladoria Geral da União (CGU) e Grupo Especial de Combate a Corrupção do Ministério Público Estadual (MP-MS).

As investigações apontam montagem e manipulação de documentos públicos e a prática de sobrepreço, com severos prejuízos ao erário e afronta aos princípios da administração pública.

De acordo com a CGU, os trabalhos tiveram início a partir de fiscalizações, no 3º Ciclo do Programa de Fiscalização em Entes Federativos. Houve montagem e manipulação de documentação em certames públicos e a prática de sobrepreço no município.

Segundo a PF, para a prática criminosa, foram utilizadas certidões e assinaturas falsas com a manipulação de informações em procedimentos licitatórios para aquisições de recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e contrapartida municipal. O prejuízo estimado é de R$ 1 milhão.

A operação foi batizada de Toque de Midas, em referência a um mito grego que afirma que o enriquecimento fácil pode se voltar contra o beneficiado como castigo por sua ganância. Os responsáveis vão apresentar os detalhes das investigações em uma entrevista coletiva em Ponta Porã às 10h (de MS).

G1



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