Fenapef discute soluções para saúde mental e assédios moral e sexual com Secretaria Nacional de Segurança Pública

Encontro ocorreu no Ministério da Justiça e contou com a presença de entidades representativas das forças policiais

Fonte: Comunicação Fenapef

Data: 06/06/23

O diretor jurídico da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Flávio Werneck, esteve nesta segunda-feira (5) no Ministério da Justiça e Segurança Pública para debater sobre saúde mental, combate ao suicídio e assédios moral e sexual. A agenda foi promovida pelo deputado estadual do Rio Grande do Sul, Leonel Radde, e teve como objetivo verificar quais medidas podem ser adotadas pelo Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, e em conjunto com as entidades representativas das forças policiais, para combater esses problemas.

Nos últimos anos tem-se observado um crescimento exponencial de casos de adoecimento mental entre as forças policiais. Somente este ano, 4 policiais federais tiraram a vida, um deles em local de trabalho. O problema também atinge outras forças policiais. Em maio, dois policiais militares, um na Bahia e outro no Ceará, tiveram surtos e feriram colegas no ambiente de trabalho.

A reunião com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) no Ministério integra mais uma ação da Fenapef em busca de melhores condições de trabalho e qualidade de vida para os policiais federais.

O diretor jurídico da Fenapef, Flávio Werneck, relembra que a necessidade de mudança na política de atenção à saúde mental do policial federal é histórica: “O histórico das forças de segurança do país é o de necessidade de um programa que seja consistente, para que possamos baixar esses índices de suicídio e de assédio moral e sexual dentro dos órgãos de segurança pública do Brasil”, disse.

Após a discussão com representantes da Fenapef, Cobrapol e Fenaprf, a SENASP se comprometeu a encaminhar os processos que se encontram no órgão relacionados aos temas tratados, para efetivar a redução de índices de assédio e adoecimento mental, que afetam não só a Polícia Federal, mas todas as instituições de segurança pública do país.

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