Conacate promove debate sobre corrupção no ambiente pós quarta revolução industrial

Presidente da Fenapef atuou como moderador do painel que analisou as dificuldades, desafios e sugestões diante da criminalidade no universo digital

Fonte: Comunicação Fenapef

Data: 09/12/21

Capacitação, troca de informações, protocolo de procedimentos e educação digital. Esses são os caminhos sugeridos por especialistas para fazer frente ao que se convencionou chamar de “Quarta Revolução Industrial”. Reunidos na II Semana Conacate de Prevenção e Combate à Corrupção, o desafio de três autoridades na área foi mostrar como a tecnologia pode auxiliar na prevenção e no enfrentamento de crimes num mundo cada vez mais conectado.

No Dia Internacional de Combate à Corrupção, 9 de dezembro, o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens, foi o moderador do debate "Prevenção e combate 4.0 à corrupção: análise das dificuldades, desafios e sugestões diante da contemporaneidade e do fenômeno Quarta Revolução Industrial, os impactos na sociedade e na Administração Pública".

“Enquanto estamos ainda buscando valorização das carreiras ligadas à segurança pública, tratando de legislações específicas e buscando modelos de investigação que nos coloquem no modelo 4.0, o crime organizado, se duvidar, já está na fase 5.0”, lamentou Boudens. Ele defendeu a aproximação e a inter relação entre as polícias e entre as forças de segurança, a máquina pública e o Ministério Público para garantir o enfrentamento ao crime, que se sofistica cada vez mais.

A chamada “Quarta Revolução Industrial” é uma alteração no sistema produtivo que envolve a transição em direção a novos sistemas que foram construídos sobre a infraestrutura da revolução digital (anterior) e engloba sistemas ciberfísicos, internet das coisas, internet dos serviços e fábrica inteligente. Também chamada de 4.0, a revolução acontece após três processos históricos transformadores. A primeira marcou o ritmo da produção manual à mecanizada, entre 1760 e 1830. A segunda, por volta de 1850, trouxe a eletricidade e permitiu a manufatura em massa. E a terceira aconteceu em meados do século 20, com a chegada da eletrônica, da tecnologia da informação e das telecomunicações.

Coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas na Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça, o delegado Alesandro Barreto resumiu a forma de enfrentamento da corrupção: “Tudo depende do trabalho bem feito”, disse. Para ele, o mais importante para se ter resultados eficientes é a capacitação do servidor que atua no combate ao crime. “Esse profissional precisa estar sempre um passo à frente do crime”, recomendou. Para Barreto, a grande dificuldade no enfrentamento ao crime cibernético é a falta de protocolo de investigação.

Transmissão e compartilhamento de conhecimento também estão entre os ingredientes defendidos por Dionísio de Souza Nascimento, auditor e membro do Observatório Social. Ele acredita que a escassez de recursos – não só econômicos, mas de pessoal, ainda são empecilhos para o enfrentamento às novas formas de criminalidade.

Sérgio José Zeri Nunes, que integra a superintendência da Polícia Técnico-Científica do estado de São Paulo, disse que o enfrentamento aos crimes cibernéticos é uma questão contemporânea que precisa ser enfrentada. Sobre a corrupção, lembrou que o problema impacta toda a economia.

O debate dessa quinta-feira foi o terceiro e último da II Semana Conacate de Prevenção e Combate à Corrupção.

 

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