Violência institucional no serviço público é tema de painel moderado por diretora da Fenapef

Karin Peiter destacou que o enfrentamento ao assédio e à discriminação exige atuação coletiva e protagonismo sindical

Fonte: Comunicação Fenapef

Data: 07/05/26

A diretora da Mulher da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Karin Peiter, moderou, nesta quarta-feira (6), o painel “Experiências Vivas de Enfrentamento à Violência Institucional no Serviço Público — Estratégias Sindicais, Resistência e Defesa do Trabalho Digno e Decente”. O debate integrou a programação do 2º Congresso Internacional de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação no Serviço Público, promovido pelo Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty).

Ao abrir as discussões, Karin Peiter ressaltou que a violência institucional vai além de episódios extremos ou explícitos. Segundo ela, trata-se, muitas vezes, de uma violência silenciosa, presente nas estruturas organizacionais, em práticas recorrentes e na naturalização de situações de assédio e discriminação. “Ela aparece nas estruturas, nas práticas repetidas, na forma como determinadas situações são ignoradas ou minimizadas”, afirmou.

A diretora destacou ainda que o enfrentamento ao assédio e à discriminação no serviço público precisa ocorrer de forma coletiva, com participação ativa das entidades sindicais. “Uma coisa ficou muito clara para nós: a resposta não pode ser individual, porque o problema não é individual. Não se trata de alguém ser mais forte ou resiliente, mas de estruturas que precisam ser transformadas”, pontuou.

Durante sua fala, Karin também apresentou uma experiência desenvolvida pela Fenapef: a elaboração da Carta da Mulher Policial Federal, lançada em 2024. Segundo ela, a iniciativa representou um marco importante por reunir relatos e experiências que, analisados em conjunto, evidenciaram padrões de violência institucional. “Foi um marco importante, pois nasceu da escuta e da reunião de experiências que, isoladamente, poderiam ser tratadas como casos pontuais, mas que, juntas, revelam um padrão”, concluiu.

O painel reuniu representantes de diferentes entidades sindicais e associativas, que compartilharam experiências relacionadas ao enfrentamento de casos de assédio e discriminação em suas instituições, além de debaterem estratégias de acolhimento, prevenção e atuação sindical diante dessas situações.

Também participaram do debate Ivana Vilela, secretária-geral do Conselho de Gestão Estratégica do Sinditamaraty; Julio Fuentes, presidente da Confederación Latino-Americana de Trabajadores Estatales (CLATE); Alessandra Barros, presidente da INTELIS; Nely Maria Pereira de Jesus, segunda vice-presidente do Sindifisco Nacional; e Luís Guilherme Resende de Assis, diretor nacional administrativo do SindMPU.

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