Saúde mental e assédio moral voltam à pauta de reuniões entre Fenapef e DGP

Diretor jurídico, Flávio Werneck, levou à nova diretora relatório de casos e apresentou estudo realizado em parceria com a UnB

Fonte: Comunicação Fenapef

Data: 13/04/22

O diretor jurídico da Fenapef, Flávio Werneck, reuniu-se nesta terça-feira (12) com a Diretora de Gestão de Pessoal, Mariana Paranhos Calderon. Em pauta, uma das demandas mais antigas e mais recorrentes entre os servidores da Polícia Federal: como garantir a saúde mental dos policiais.

O tema começou a ser tratado com atenção, depois que a Federação começou a contabilizar o número de suicídios entre policiais federais e descobriu que, em dez anos (2009 a 2019), 31 servidores da corporação tiraram a prória vida. “Desde lá, os índices continuam alarmantes e a corporação ainda não tem um programa definitivo para enfrentar o problema”, diz Werneck. “Isso se deve à falta de uma política em execução”, complementa.

A diretora disse que acompanha e conhece a dimensão do problema na Polícia Federal. Acrescentou que a DGP já estuda vários modelos de assistência biopsicossocial para escolher o que mais se adequa à corporação.

Depressão e ansiedade

O assédio moral no ambiente de trabalho é apontado pelos estudos como a principal causa da depressão grave e do transtorno de ansiedade entre os policiais federais. “Há poucos psicólogos e psiquiatras para garantir a assistência a quem precisa e, cientes do problema, os sindicatos já começam a criar estruturas para atender aos colegas”, explica o diretor. De acordo com as últimas informações disponíveis, há apenas 15 profissionais para atender o efetivo da Polícia Federal.

Uma norma interna, a Portaria Interministerial SEDH/MJ n° 2, de dezembro de 2010, deveria ter garantido algum suporte aos profissionais que precisam de apoio. O texto, construído com base em sugestões da Fenapef, estabelece que se ofereça aos profissionais de segurança atendimento especializado em saúde mental e a criação de programas de prevenção, disponibilizando atendimento psiquiátrico, núcleos terapêuticos, entre outras medidas. De acordo com a Federação, as ações ficaram muito aquém do que prevê o normativo.

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