Forças de segurança anunciaram protestos por reestruturação para a 5ª feira

Manifestações serão realizadas em todos os estados e no Distrito Federal. Atos seguem até o mês de junho

Fonte: SBT News

Data: 11/05/22

Policiais anunciam manifestações para 5ª feira | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

As entidades representativas das polícias Civil e Federal marcaram para a próxima 5ª feira (12.mai), uma série de manifestações em todos os estados e no Distrito Federal. A decisão acontece uma semana após o presidente Bolsonaro anunciar que não concederá reajuste superior a 5% para as categorias, descumprindo um compromisso firmado com as entidades de reestruturar as Forças de Segurança das União.

Os presidentes da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcus Firme, Associação dos Delegados da Polícia Federal, Luciano Leiro, e da Associação dos Peritos Criminais Federais, Marcos Camargo, decidiram que cada entidade convocará seus associados para os protestos nos estados e no Distrito Federal. 

Diversas categorias anunciaram indicativos de greve ou paralisaram as atividades, em forma de protesto. Na última semana, os servidores do Banco Central decidiram cruzar os braços novamente. Os trabalhadores entraram em consenso após o governo e o sindicato responsável pela categoria não chegarem a um acordo sobre as reivindicações.

Os policiais rodoviários federais também organizaram uma marcha na Esplanada dos Ministérios, passando pelo Ministério da Justiça e terminando em frente a sede do Executivo. O protesto está marcado para o dia 1º de junho.
Reajuste aos servidores federais a partir de julho.

Em abril, o governo federal decidiu atribuir 5% de reajuste salarial a todos os servidores federais a partir de julho. A medida teria um impacto de cerca de R$ 6 bilhões no orçamento deste ano, valor acima do R$ 1,7 bilhão previsto para os supostos aumentos. A equipe econômica, portanto, segue avaliando como poderia viabilizar o montante transferindo para o aumento.

Desde o fim de 2021, Bolsonaro sinalizava a possibilidade de conceder reajustes apenas a profissionais da segurança pública. Seriam contemplados integrantes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Penal e do Departamento Penitenciário Nacional. O plano não agradou os servidores de outras áreas, fazendo com que muitas categorias iniciassem períodos de greve.

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