Internauta racista é investigado por homicídios

Data: 24/03/12

O técnico em informática Emerson Eduardo Rodrigues, de 32 anos, preso na última quinta-feira em Curitiba por alimentar um site racista e homofóbico que fazia apologia de crimes graves, pode ter envolvimento com homicídios cometidos na capital paranaense. A Polícia Federal já recebeu informações da participação de Rodrigues nesses assassinatos, que teriam sido motivados por intolerância e estavam sem autoria conhecida. Rodrigues, que é casado, também é suspeito de diversas agressões contra a sua mulher.

 

 

Ele e Marcello Valle Silveira Mello, de 29 anos, foram detidos anteontem e apontados como responsáveis pelo site www.silviokoerich.com, onde estavam publicadas ameaças contra estudantes de Ciências Sociais da Universidade de Brasília (UnB) e contra o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ).

 

 

Para a Polícia Federal, Rodrigues é o principal responsável pelo conteúdo do site. O técnico de informática seria agressivo e violento, e autor da maior parte das publicações do endereço na web, que defendia a morte de mulheres que mantivessem relações sexuais com negros, o assassinato de homossexuais, o estupro coletivo de lésbicas e o abuso sexual contra menores de idade. Ainda assim, o "Búfalo Viril" - apelido que Rodrigues e Mello partilhavam para publicar os textos - dizia-se cristão e falava em nome da "justiça de Jesus".

 

 

Mello, que é de Brasília, mas foi preso em um hotel em Curitiba, estaria na capital paranaense para receber "instruções". Com ele, foi apreendido um mapa de uma chácara em que aconteceria uma festa dos estudantes da UnB. A polícia diz que os dois tinham uma conta com R$500 mil para financiar as ações criminosas.

 

 

A polícia também investiga a ligação dos dois com outros simpatizantes. Eles teriam, por exemplo, mantido contato com Wellington Oliveira, o atirador que matou 12 crianças na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio, no ano passado. Após o massacre dos estudantes, o site trouxe uma mensagem afirmando que o "búfalo estava rindo" do caso. Segundo policiais, Wellington teria procurado a dupla para se aconselhar sobre "a causa".

 

 

Os advogados dos acusados não foram localizados.

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