Escutas dentro da PF em Nova Iguaçu

Data: 23/06/10

A descoberta de dois aparelhos de escuta de ambiente sobre luminária de uma sala da Delegacia da Polícia Federal (PF) de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, causou ontem mal-estar e deixou um clima de desconfiança entre os agentes que trabalham na unidade. A PF informou que os equipamentos foram instaladas com autorização da Justiça para ajudar na investigação a policiais suspeitos de corrupção.



A investigação era conduzida pela Divisão de Inteligência, em Brasília, desde março. Segundo a PF, as escutas seriam retiradas ontem, pois o trabalho já fora concluído.

Os dois aparelhos, menores que uma caixa de fósforo cada um, foram encontrados na sala 106, onde funciona o Núcleo de Operações. Desconfiados, dois policias iniciaram as buscas pelo primeiro andar. Quando mexeram na luminária, duas pequenas escutas ficaram penduradas pelos fios. Imediatamente, os agentes que estavam na sala exigiram explicações aos policiais do Setor de Inteligência da delegacia.

 

 

OUTRA INVESTIGAÇÃO

 

 

A polêmica inicial era sobre a legalidade das escutas. Depois da descoberta de que havia autorização judicial, as perguntas passaram a girar em torno da investigação e, principalmente, de quem eram os alvos. Na delegacia estão lotados 300 policiais, entre agentes, escrivães e delegados. O primeiro andar, onde estavam os aparelhos, é destinado a agentes.

 

 

Há três meses, policiais federais da Delegacia de Repressão ao Tráfico de Armas (Delearm), na Praça Mauá, também foram surpreendidos com a descoberta de escuta, também instalada sobre a lâmpada de uma sala. O equipamento estava preso ao fio da luminária e só foi descoberto porque a lâmpada queimou, e a manutenção foi chamada para trocá-la. Na ocasião, a PF não esclareceu se a escuta era autorizada pela Justiça.

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