Presidente da Fenapef fala sobre os desafios da PF no Brasil

2 de Fevereiro de 2018

Nesta sexta-feira (02), o presidente da Federação Nacional dos Policiais FederaisLuís Antonio Boudens, esteve no Jornal Agora onde falou sobre a atuação da Polícia Federal, bem como sobre os desafios enfrentados pelos policiais no cotidiano da Polícia Federal. Boudens está no Piauí para participar da posse do policial federal Marcos Avelino como presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Piauí .

Luís Antonio Boudens comentou sobre a credibilidade que a Polícia Federal goza da sociedade brasileira, sobretudo, pela atuação em operações contra a corrupção, representa uma responsabilidade muito grande para os policiais.

“A sociedade nos deu uma credibilidade alta em relação aos demais órgãos públicos, mas, na verdade, é uma responsabilidade muito grande. Porque apesar de sermos uma polícia que hoje está bem conceituada, nós padecemos internamente de vários problemas, como qualquer órgão público”, destacou.

O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais ainda destacou que os bons resultados obtidos pela Polícia Federal nestas operações são frutos, especialmente, do esforço dos policiais, dada a falta  de estrutura na Polícia Federal.

“Muito do que nós temos de bons resultados depende da condição humana do policial e isso serve até para romper barreiras, como falta de estrutura, eventuais cortes orçamentários. Os policiais federais têm demonstrado uma capacidade de superação muito grande, além do que, em operações como a Lava-Jato, nós conseguimos vencer barreiras que a burocracia da legislação impõe”, afirmou.

Gestão de Fernando Segóvia na Polícia Federal

Boudens também comentou os primeiros meses de gestão do diretor-geral da PF, Fernando Segóvia, e destacou que não tem havido interferência externa no comando de Segóvia.

“Ele tem se preocupado muito com a questão interna. Ele tem se preocupado em fortalecer primeiro internamente e depois partir para fora. Não houve modificações com as quais nós nos preocupamos no início. A expectativa nossa de que pudesse haver uma interferência externa política, realmente não acontece”, afirmou.

Fonte: Meio Norte



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