Polícia Federal faz operação no DF para combater pedofilia na web

26 de agosto de 2016
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Foto: Gabriel Luiz/G1

A Polícia Federal cumpre pela manhã desta sexta-feira (26) quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal em uma operação contra pedofilia infantil na internet. Os alvos são suspeitos de armazenar e ou compartilhar material pornográfico infantil na web. Pelo menos uma pessoa foi presa em flagrante até as 8h52.
 Os mandados estão sendo cumpridos em Ceilândia, Riacho Fundo, Asa Norte e Asa Sul.

Relembre a última operação
A operação tem os os mesmos moldes da que foi realizada no início do mês, quando prendeu pelo menos 15 homens. Em meio ao grupo flagrado pela operação Láquesis, havia um servidor da Câmara dos Deputados que guardava 300 HDs em casa.

“É crime armazenar, ter consigo imagem de sexo explícito ou pornográfico envolvendo crianças e adolescentes”, declarou o delegado Stênio Santos Sousa. Segundo ele, para evitar ser pego em flagrante, um suspeito chegou a engolir um pendrive que supostamente contém imagens de pedofilia.

No dia 11 de agosto, os policiais cumpriram 35 mandados de apreensão, apreenderam smartphones, pendrives, computadores e outros aparelhos usados para armazenamento, produção e divulgação de pornografia infantil.

De acordo com a Polícia Federal, o material foi apreendido nas casas de 32 integrantes de um grupo apontado por armazenar e distribuir o material ilícito via “P2P” pela internet. O mecanismo facilita a troca de arquivos entre usuários.

 Além do DF e de Goiás, a operação também ocorreu no Espírito Santo e em Mato Grosso. Ao todo, 13 foram detidos no Distrito Federal e dois em Goiás. As investigações vão apurar se os integrantes tinham ligação entre si e comercializavam as imagens. A polícia tem indícios de que os suspeitos também usavam a “deep web” (“região” da internet usada principalmente por hackers ou criminosos por ser de mais difícil rastreio) para anunciar o material.

Em meio aos arquivos a que a PF teve acesso, há imagens de bebês sendo violentados. Agora, um banco de dados compartilhado com a Agência de Polícia Internacional (Interpol) e a polícia federal americana (FBI) será usado para tentar rastrear os documentos. Com isso, a PF espera esclarecer onde as imagens foram produzidas e a identidade das vítimas. “Até o momento, não temos conhecimento de imagens produzidas pela própria pessoa”, detalhou o delegado.



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