PF faz operação para investigar irregularidades na obra do Parque da Lagoa em João Pessoa

2 de junho de 2017

A Polícia Federal (PF) deu início à operação Irerês na manhã desta sexta-feira (2) em João Pessoa para investigar possíveis irregularidades na licitação e na execução nas obras do Parque da Lagoa da Prefeitura de João Pessoa. Segundo a Polícia Federal, o objeto da investigação é um contrato de repasse entre Ministério das Cidades e João Pessoa.

Laudos técnicos produzidos pela PF apontam um dano ao erário estimado em R$ 6,4 milhões, conforme cotação feita em abril de 2017. Foram cumpridos dois mandados judiciais de busca e apreensão em João Pessoa,um na sede de empresa contratada para executar a obra investigada e na residência do responsável por sua administração, no bairro de Manaíra.

Os mandados foram expedidos pela 16ª Vara da Justiça Federal em João Pessoa. Além dos mandados, a Justiça Federal também tornou indisponíveis bens da empresa investigada e proibiu que a Prefeitura Municipal de João Pessoa realize novos pagamentos referentes ao contrato de repasse.

De acordo com o procurador-geral de João pessoa, Adelmar Régis, a prefeitura não é alvo da operação, tanto que não houve busca e aprensão na casa de nenhum servidor. Ele disse que vai aguardar o resultado das investigações e está à disposição da Justiça para qualquer esclarecimento.

O nome da operação é uma alusão ao Irerê, espécie de marreco que era abundante nas águas da lagoa. Tanto que, até o início do século XX, antes da urbanização do parque, o local era conhecido como “Lagoa dos Irerês”. Ainda de acordo com nota enviada pela PF, o processo corre em segredo de justiça.

Novo Parque da Lagoa

O novo Parque Solon de Lucena, rebatizado de Parque da Lagoa, no Centro de João Pessoa, passou por reforma durante quase dois anos e foi reinaugurado no dia 12 de junho de 2016. Segundo a Secretaria de Comunicação de João Pessoa, o projeto teve um investimento total de R$ 37 milhões. Durante a execução da obra, a Câmara de Vereadores de João Pessoa chegou a dar início a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas foi arquivada por determinação judicial. À época a denúncia da oposição teve como base o relatório da Controladoria Geral da União (CGU) que, durante inspeção, apontou suposto superfaturamento de quase R$ 10 milhões nas obras.

G1



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