Com raras exceções justificáveis, servidores sem qualquer especialização compatível com a natureza do serviço são indicados, para as unidades centrais da PF em Brasília, ou para as superintendências, nas capitais. Nestes casos, um Q.I. elevado é importante. Mas um C.I. (contato imediato) ou uma B.I. (bajulação intensiva) também são fatores decisivos.
O Presidente do Sindicato dos Policiais Federais em Pernambuco e diretor Parlamentar da Fenapef, Marcelo Pires, encaminhou ofício ao Superintendente da PF em Pernambuco, Marlon Jefferson de Almeida, questionando sobre o andamento do Inquérito Policial que apura a morte do agente de Polícia Federal Jorge Washington Cavalcanti de Albuquerque (Careca). O policiail foi morto durante operação policial
Apesar de haver sinalização de que em junho haverá avanços no diálogo, os policiais federais manifestaram seu descontentamento com o andamento das negociações que já se arrastam há mais de dois anos. A Fenapef e representantes de outros sindicatos destacaram que voltam à mesa de negociações somente quando o governo tiver respostas à pauta apresentada ao Planejamento.
A presidente Dilma ficou enfurecida com o delegado da PF Matheus Mella Rodrigues por tê-la citado na lista de autoridades captadas pelo sistema Guardião. O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) ouviu poucas e boas. O puxão de orelhas foi retransmitido para o diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra, que advertiu o delegado. Ele havia sido avisado...
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"A cracolândia já acabou. A cracolândia não existe mais". Foi assim que a secretária de Justiça de São Paulo, Eloisa de Sousa Arruda, definiu ontem a situação na área da capital que por 20 anos abriga usuários de crack.
As afirmações foram feitas durante evento da seção paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para discutir a operação desencadeada desde o dia 3.
"O que nós podemos ter são pessoas alvo de traficantes, e eles vão continuar na nossa mira. Não vamos dar sossego para eles. Quero deixar bem claro: a cracolândia em São Paulo acabou!"
Para o desembargador Antonio Carlos Malheiros, é cedo para essa comemoração.
Para ele, o que pode ter acabado é a concentração de pessoas nas ruas Helvétia e Dino Bueno, mas é algo que pode ser temporário.
"Está longe de a cracolândia ter terminado. Ela está espalhada agora por todo o centro de São Paulo. É uma das muitas cracolândias que nós temos em São Paulo, em diversos pontos da periferia."
Para o promotor Alfonso Presti, a cracolândia representa apenas 5% das apreensões de crack na capital.
Ele diz que o governo também precisa se preocupar "com outras cracolândias que estão longe dos holofotes", na periferia.
OUTRO FIM
O fim da cracolândia na regição central da cidade também chegou a ser comemorado pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD), mas só que no passado, em 2008.
Ontem, o prefeito disse que a dispersão dos dependentes químicos da cracolândia facilita a abordagem deles pelos agentes da assistência social e os torna mais propensos a aceitar tratamento.
"Eles [dependentes] passam a confiar mais no assistente social. Essa é a razão de ter aumentado o número de internações de 96 para 130."
Especialistas consultados, no entanto, discordam. O psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Unifesp, defende que "a cracolândia tinha de acabar", mas fala que "dizer que facilitou a abordagem fica difícil". "Pode até ser que a violência se espalhe, porque agora eles convivem com novos tipos de tráfico."
Fonte: Folha de S. Paulo