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Home » Notícias » Justiça » Juiz nega falha do TJDFT

Justiça

28/07/2010


Juiz nega falha do TJDFT »



O juiz responsável pela condenação, em primeira instância, de Iara Cristina Silva, agora atua na 3ª Vara de Família, também no Fórum de Formosa. Informado pela reportagem sobre os desdobramentos do caso, o magistrado Clauber Costa Abreu explicou que, na época, ele não teve dúvidas da participação da jovem no crime.

 



Ao correr os olhos em cópia da sentença, o magistrado citou três fatos que o convenceram da necessidade de condenar Iara. “Ela disse em depoimento que o Francisco Wilken Xavier era seu companheiro. Esse rapaz foi indiciado pela polícia por envolvimento no sequestro mas, não sei porque razão, o Ministério Público não o incluiu na denúncia”, cita. Além disso, Clauber Costa diz que Iara foi reconhecida por meio de foto pelas vítimas e por uma testemunha. Dois dos envolvidos confessaram o crime. “O réu geralmente não conta a história toda. Cabe ao magistrado reunir os elementos da confissão de cada um dos envolvidos e formar o seu convencimento sobre o todo. Se eu tivesse dúvida, não teria condenado a Iara”, afirma. Ao todo, sete pessoas foram denunciadas pelo sequestro, entre elas, Iara Cristina.

 

Autenticidade

 

Por meio de nota oficial, o juiz Tiago Pinto Oliveira, da 1ª Vara de Precatórias do TJDFT, nega qualquer erro por parte do tribunal. Ele afirma ter tomado conhecimento do alvará de soltura de Iara somente às 17h30 de 23 de julho, quando foi à Secretaria da 1ª agente da Penitenciária Feminina do Gama para pedir o cumprimento da decisão expedida em 17 de novembro de 2009 pela 2ª Câmara Criminal do TJ goiano. Depois de confirmar que a carta precatória não estava na 1ª nem na 2ª vara, o juiz decidiu submeter o alvará de soltura — encaminhado por fax pelo Fórum de Formosa — ao setor de distribuição às 17h46. Seis minutos depois, o magistrado ordenou que fosse confirmada a autenticidade do documento.

 

No entanto, ele alega que, naquele horário o expediente na comarca de Formosa já havia se encerrado. No dia seguinte, a diretora de secretaria da 1ª vara ligou para o escrivão Newton Antônio, de Formosa, quando foi informada que, em fevereiro de 2010, aquele juízo teria encaminhado ofício ao TJDFT pedindo o cumprimento da determinação de soltura de Iara. Segundo ele, o documento teria sido recebido por uma servidora chamada Patrícia. “Ocorre que não há registros funcionais, desde janeiro de 2010, da existência de qualquer Patrícia que tenha oficiado nesta Vara nem tampouco desse suposto ofício”, garante o juiz. “Tão logo foi confirmada a veracidade da ordem de soltura, às 14h36 de 26 de julho de 2010 exarei o respectivo ‘cumpra-se’, o que foi encaminhado à Central de Mandados às 14h57 para a execução dessa determinação”, completa.

Fonte: Correio Braziliense

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