O delegado Luiz Fernando Corrêa vai entrar para história da Polícia Federal como o diretor-geral que assumiu o cargo com apoio da maioria dos servidores e irá sair com mais de 80% de rejeição. Mas engana-se quem vê o índice de rejeição do delegado Luiz Fernando apenas como resultado de sua administração. Os mais de 80% de rejeição são também o sintoma de uma polícia com servidores desmotivados e sem a devida valorização de suas funções dentro do órgão...
Historicamente, os Escrivães DE Polícia Federal sempre estiveram atrelados a uma autoridade policial. Historicamente, quando o EPF sai de férias, licença, viaja em missão, de duas uma: ou os inquéritos sob a carga daquele servidor permanecem parados (fato menos comum) ou outro escrivão é designado para acumular aquela carga (fato mais comum), o que é humanamente impossível cumprir a contento. Historicamente, quando um EPF se afasta, por qualquer motivo, quando do seu retorno, percebe que as “torres gêmeas” não caíram e, sim, foram transportadas para a sua mesa...
A revista Época desta semana ainda repercute o plebiscito que reprovou a gestão do atual diretor geral da Polícia Federal. Em nota, a revista registra a esmagadora rejeição ao DG.A publicação destaca que em 22 estados do país os servidores disseram não ao diretor.
A Vigilância Sanitária apresentou laudo reiterando várias determinações anteriores não cumpridas pelo DPF para que as instalações tivessem condições mínimas de funcionamento. “O corpo de bombeiros, depois de realizar inspeção informou que caso a custódia não seja totalmente reformada ou fechada pode haver interdição de todo o prédio da Delegacia”, revela a delegada sindical Bibiana Orsi...
11/03/2010
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A reação à ideia de suspender a votação de propostas de emenda constitucional (PEC) até as eleições foi forte o suficiente para que os líderes dos partidos recuassem e adiassem em 20 dias a decisão sobre o assunto. Nesse prazo, os líderes irão verificar quais das 62 PECs em tramitação na Câmara serão votadas até outubro. Por enquanto, uma delas está garantida: a que estabelece um piso salarial para policiais militares e bombeiros. O governo, porém, deverá propor aos militares que a especificação do valor seja excluída do projeto.
A ideia de suspender a votação partiu do líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP). O motivo é que, no ano eleitoral, os corredores da Câmara estão repletos de líderes de corporações pressionando os deputados a votarem suas reivindicações, o que tem constrangido os parlamentares. "Não podemos banalizar a discussão das PECs. Ela tem que ser bem feita e o clima eleitoral não pode fazer parte da sua discussão", disse Vaccarezza, no plenário. "A Constituição estava virando uma "farra do boi". Quando propus parar tudo é porque estava preocupado com isso", disse.
Com exceção do P-SOL, os partidos foram favoráveis á medida, sob a alegação de que estavam perdendo o controle da pauta. Até a oposição concordou. Para o líder do DEM, deputado Paulo Bornhausen (SC), a decisão pode ajudar os líderes escolherem de maneira mais organizada o que levar a plenário. "Não conseguimos mais andar na Casa sem ser assediados por alguém", afirmou. Entre os que mais têm assediado os parlamentare sestão os interessados em aprovar a PEC dos cartórios e dos agentes policiais.
Mesmo coma decisão de avaliar as PECs em 20 dias, alguns deputados protestaram. Houve até convocação de greve. "Existe uma armadilha por parte dogoverno de diluir responsabilidade de votar a proposta dos policiais militares entre todos os partidos. Mas a paternidade desse filho é do governo, que não quer votar o piso salarial dos militares. Se não votar a PEC, os trabalhadores têm que fazer uma paralisação nacional contra isso", disse o deputado Capitão Assunção (PSB-ES).
O PT se contrapôs e disse ser favorável a essa e outras PECs. "A bancadado PT não é contra essas PECs. Vamos negociar com as categorias mobilizadas", afirmou o deputado José Genoino (PT-SP).
Fonte: Valor Econômico