O delegado Luiz Fernando Corrêa vai entrar para história da Polícia Federal como o diretor-geral que assumiu o cargo com apoio da maioria dos servidores e irá sair com mais de 80% de rejeição. Mas engana-se quem vê o índice de rejeição do delegado Luiz Fernando apenas como resultado de sua administração. Os mais de 80% de rejeição são também o sintoma de uma polícia com servidores desmotivados e sem a devida valorização de suas funções dentro do órgão...
Historicamente, os Escrivães DE Polícia Federal sempre estiveram atrelados a uma autoridade policial. Historicamente, quando o EPF sai de férias, licença, viaja em missão, de duas uma: ou os inquéritos sob a carga daquele servidor permanecem parados (fato menos comum) ou outro escrivão é designado para acumular aquela carga (fato mais comum), o que é humanamente impossível cumprir a contento. Historicamente, quando um EPF se afasta, por qualquer motivo, quando do seu retorno, percebe que as “torres gêmeas” não caíram e, sim, foram transportadas para a sua mesa...
A revista Época desta semana ainda repercute o plebiscito que reprovou a gestão do atual diretor geral da Polícia Federal. Em nota, a revista registra a esmagadora rejeição ao DG.A publicação destaca que em 22 estados do país os servidores disseram não ao diretor.
A Vigilância Sanitária apresentou laudo reiterando várias determinações anteriores não cumpridas pelo DPF para que as instalações tivessem condições mínimas de funcionamento. “O corpo de bombeiros, depois de realizar inspeção informou que caso a custódia não seja totalmente reformada ou fechada pode haver interdição de todo o prédio da Delegacia”, revela a delegada sindical Bibiana Orsi...
04/03/2010
|
Representantes da Federação Nacional dos Policiais Federais se reuniram nesta quarta-feira, 3, com o secretário Executivo do ministério do Planejamento, João Bernardo Azevedo Bringel. O vice-presidente, Paulo Poloni, o secretário Geral João Valderi e o diretor Adjunto Leandro Miranda Ernesto foram debater a implantação da tabela de reajuste salarial. Além dos representantes da Federação, participaram da reunião, intermediada pelo deputado federal Geraldo Magela (PT-DF), a ADPF, APCF e as entidades representativas da Polícia Civil do DF.
A expectativa de implantação imediata de reajuste salarial, que está em uma tabela elaborada pela Polícia Civil e apoiada pela ADPF e APCF, foi esvaziada na fala do secretário João Bernardo. Ele frisou que sequer conhece o conteúdo da tabela e salientou os empecilhos previstos em lei, já que não há previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias. “Este impedimento é reforçado por ser ano eleitoral e, portanto, qualquer percentual de reajuste salarial obedeceria o índice inflacionário de 180 dias”.
O representante do governo destacou que abrirá oficialmente as negociações com uma primeira reunião entre as entidades e o secretário de Recursos Humanos, Duvalier Ferreira.
Paulo Poloni questionou o secretário João Bernardo sobre o compromisso assumido pelo ex-ministro da Justiça Tarso Genro, que se comprometeu em encaminhar dois projetos de lei: a Lei Orgânica e o de reestruturação salarial. “Efetivamente só o primeiro foi remetido para Congresso Nacional, o segundo não foi remetido”, afirmou Poloni. O vice-presidente destacou que o PL que trata da tabela permitirá discutir a reestruturação salarial.
Segundo Bernardo, neste ano é possível somente prever o recurso para uma eventual nova tabela na LDO.
EXPECTATIVA – O encontro revelou que não há qualquer ato concreto de encaminhamento da nova tabela. Segundo os diretores, até a presente data, existia por parte dos demais representantes classistas apenas uma expectativa de implantação de uma tabela salarial diferente daquela apoiada pelo ex-ministro Tarso Genro.
Outra sinalização do governo federal é que qualquer negociação de um possível reajuste salarial para os servidores da Polícia Federal acontece este ano, mas a implantação aconteceria somente a partir de 2011.
Na avaliação de Paulo Poloni, o governo se comprometeu a encaminhar os dois Projetos de Lei para o Congresso, o de Lei Orgânica e o de Reestruturação salarial, mas na prática utilizou este último como “canto de sereia” para empurrar goela abaixo o texto da L.O. que passa longe dos reais anseios da categoria.
Segundo o secretário-geral João Valderi as negociações salariais devem repetir as ocorridas há três anos quando somente a mobilização dos policiais garantiu o reajuste. “Além da negociação, ainda temos uma maratona de andanças dentro do Congresso Nacional para alterar satisfatoriamente o Projeto de Lei Orgânica”.
Conforme a avaliação dos diretores da Federação, o governo tenta ganhar tempo, retardando o atendimento às reivindicações.
Os representantes da Federação salientaram, no entanto, que a posição do governo, no que trata da reestruturação do organograma funcional da Polícia Federal é bastante satisfatória. Serão criados inúmeros cargos de função comissionada atendendo várias chefias que o órgão necessita hoje.
O deputado Geraldo Magela (PT-DF) pediu atenção ao secretário Executivo do ministério do Planejamento para que o processo de negociação seja acelerado. “Além do tempo é curto, temo um processo político no ano de 2010”.
Fonte: Agência Fenapef