MOBILIZAÇÃO

SIGA-NOS!

IMAGEM

SEMINÁRIO

LEITURA E LAZER

VEJA TAMBÉM

Nacional

Fenapef integra Comissão de Legislação Participativa» Fenapef  integra  Comissão de Legislação Participativa

A Federação Nacional dos Policiais Federais irá integrar, como entidade representativa da sociedade civil, a Comissão de Legislação participativa da Câmara dos Deputados. A adesão da Fenapef ao colegiado foi acertada nesta quarta-feira , 10, durante reunião entre o presidente da Federação, Marcos Wink e o secretário-geral, João Valderi de Souza com o novo presidente da Comissão, deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Nacional

Deputado quer debater atribuições de policiais federais» Deputado quer debater atribuições de policiais federais

O deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB) manifestou apoio às propostas da Federação Nacional dos Policiais Federais ao Projeto de Lei Orgânica. No diálogo com os representantes da Federação, Paulo Abi-Ackel disse que irá trabalhar para que o Projeto seja exaustivamente debatido na Comissão, principalmente no que tange as atribuições dos policiais federais.

Nacional

Fenapef convoca eleição para conselhos» Fenapef convoca eleição para  conselhos

A Federação Nacional dos Policiais Federais convocou as eleições para os Conselhos de Ética, Fiscal e Jurídico da entidade. O pleito, sob a coordenação da Comissão Eleitoral Nacional, acontece no dia 25 de março no período das 16h às 18h em Brasília. O registro de candidatura deve ser requerido pela Comissão Eleitoral Nacional até às 18h do dia...

Nacional

Policial federal reage a assalto. Um bandido morre o outro está internado» Policial federal reage a assalto. Um bandido morre o outro está internado

A tentativa de assalto contra um policial federal por volta das 7h30 desta quinta-feira no Rio de Janeiro acabou em tiroteio. Dois homens armados tentaram assaltar o policial na altura da Avenida Beira-Mar com a Cinelândia. Eles exigiam a moto do policial que imediatamente reagiu, após intensa troca de tiros, os dois bandidos foram baleados.

Home » Notícias » Tribuna Livre » Ciclos da eleição presidencial

Tribuna Livre

26/01/2010


20 anos de poder

Ciclos da eleição presidencial »

Por: Antônio Augusto de Queiroz*



Presidentes do Brasil

Com exceção de Collor, que não tinha partido forte, todos os presidentes eleitos com base na Constituição de 1988 tinham planos de 20 anos de poder, com alternância entre seus aliados.


FHC foi o primeiro a conceber essa idéia,manifestada publicamente por Sérgio Mota, seu poderoso ministro das Comunicações.


Eleito em 1994 para um mandato de quatro anos, FHC propôs alteração na Constituição para ficar oito, período em que prepararia um sucessor, que poderia ser Mário Covas, Luiz Eduardo Magalhães, José Serra ouTasso Jereissati. Alckmin na época era um obscuro vice-governador.


Com as mortes de Sérgio Mota, o estrategista,de Luiz Eduardo, líder pefelista em ascensão à época, e de Mário Covas, o candidato natural, o terceiro mandato seria disputado por José Serra, um dos melhores quadros do PSDB.


O PT, percebendo que o ciclo de 20 anos nopoder do PSDB/PFL poderia se concretizar, caso José Serra fosse eleito sucessor de FHC, resolveu atuar fortemente para interrompê-lo. Buscou aliança com o setor empresarial, que indicou o vice da eleição de 2002, contratou um bom marqueteiro, captou muito recurso para a campanha e divulgou a "Carta ao Povo Brasileiro" para acalmar o mercado.


Com uma campanha bem sucedida, o PT enfrentou e derrotou o melhor nome do PSDB, José Serra. Ele participou do pleito em circunstância desfavorável, dada a percepção de que o seu avalista, FHC, havia privatizado o Estado, desprezado os assalariados - aposentados, servidores e trabalhadores da iniciativa privada - abandonado os pobres brasileiros e permitido corrupção no governo.


Agora, repete-se o quadro, com o PT há oitoanos no poder e com o plano de ficar 20. O PSDB, naturalmente, fará todo o possível para interromper essa trajetória, assim como fez o PT em relação aos tucanos em 2002.


Tal comono PSDB, no PT os sucessores naturais foram sendo afastados da disputa. No caso tucano/pefelistas por morte físicados principais nomes e no caso do PT por morte política, com denúncias de envolvimento em escândalos financeiros (´mensalão`) e perseguição política(episódio da quebra de sigilo do caseiro).


Na eleição para o terceiro mandato tucano, o PSDB tinha o melhor candidato, mas as circunstâncias não eram favoráveis. Já na eleição para o terceiro mandato petista, as circunstâncias são favoráveis - com grande popularidade do presidente e de seu governo, além do crescimento econômico e dos programas sociais - mas a candidata ainda está sendo lapidada.


Assim,para interromper o ciclo petista, o PSDB jogará todas as suas fichas na eleição, não sendo nenhum absurdo Aécio Neves ser convocado para formar a chapa como vice, naturalmente com o compromisso de ser o candidato em 2014 e com a garantia de que terá todas as condições para isto, ficando com o direito de anunciar as melhores decisões do governo.


O PSDB tema clareza política de que a chance é agora, e fará o possível e o impossível para ganhar, exatamente porque Lula não é candidato neste pleito, mas certamente será em 2014, podendo buscar uma reeleição em 2018, quando o PT completaria os 20 anos no poder.


Pode parecer um despropósito essa análise, ma sela tem todo o sentido.

 

Senão vejamos:


Lula disputou cinco eleições - 1989, 1994,1998, 2002 e 2006 - venceu as duas últimas e perdeu as três primeiras.


Das que perdeu, deu graças a Deus pela derrota apenas em 1989, por falta de maturidade e preparo para o exercício da Presidência, mas deixou a entender que em 1994 e 1998 já poderia ter sido presidente, considerando-se credor ou injustiçado em relação à essas duas eleições.


Que tal em 2014 e em 2018, respectivamente 20 anos depois, ir atrás daqueles dois mandatos que lhes foram negados nas urnas - 94 e 98? Se tiver saúde, já que idade para isto terá, certamente irá disputarem 2014, e, se eleito, tentará a reeleição.


Portanto,os tucanos sabem que a chance deles é agora. Vão ´chutar` do joelho para cima, porque se perderem ficarão alijados do poder pelo menos até 2022, quando apenas Aécio, dos atuais nomes, teria condições físicas de disputar uma eleição presidencial. O ciclo pode ser fechado.


 

 

(*) Jornalista,analista político e diretor de Documentação do Diap.

Fonte: Agência Fenapef

Efetue Login para ler os Comentários.