Agenda Sindical

SIGA-NOS!

IMAGEM

SEMINÁRIO

LEITURA E LAZER

VEJA TAMBÉM

Sindical

Que polícia é essa?» Que polícia é essa?

O delegado Luiz Fernando Corrêa vai entrar para história da Polícia Federal como o diretor-geral que assumiu o cargo com apoio da maioria dos servidores e irá sair com mais de 80% de rejeição. Mas engana-se quem vê o índice de rejeição do delegado Luiz Fernando apenas como resultado de sua administração. Os mais de 80% de rejeição são também o sintoma de uma polícia com servidores desmotivados e sem a devida valorização de suas funções dentro do órgão...

Tribuna Livre

Cartório único não dá certo!???» Cartório único não dá certo!???

Historicamente, os Escrivães DE Polícia Federal sempre estiveram atrelados a uma autoridade policial. Historicamente, quando o EPF sai de férias, licença, viaja em missão, de duas uma: ou os inquéritos sob a carga daquele servidor permanecem parados (fato menos comum) ou outro escrivão é designado para acumular aquela carga (fato mais comum), o que é humanamente impossível cumprir a contento. Historicamente, quando um EPF se afasta, por qualquer motivo, quando do seu retorno, percebe que as “torres gêmeas” não caíram e, sim, foram transportadas para a sua mesa...

Nacional

Lula ao contrário na PF » Lula ao contrário na PF

A revista Época desta semana ainda repercute o plebiscito que reprovou a gestão do atual diretor geral da Polícia Federal. Em nota, a revista registra a esmagadora rejeição ao DG.A publicação destaca que em 22 estados do país os servidores disseram não ao diretor.

Nacional

Situação em Foz do Iguaçu continua precária» Situação em Foz do Iguaçu continua precária

A Vigilância Sanitária apresentou laudo reiterando várias determinações anteriores não cumpridas pelo DPF para que as instalações tivessem condições mínimas de funcionamento. “O corpo de bombeiros, depois de realizar inspeção informou que caso a custódia não seja totalmente reformada ou fechada pode haver interdição de todo o prédio da Delegacia”, revela a delegada sindical Bibiana Orsi...

Home » Notícias » Fala Brasil » Convencimento e Convicção

Fala Brasil


O teor das considerações expressas neste espaço são de inteira e exclusiva responsabilidade dos respectivos signatários, inclusive no caso de ações judiciais. Portanto, as opiniões aqui expressas não tem qualquer vínculo com a FENAPEF.


23/06/2009


Convencimento e Convicção »

Por: Severino Melo*



Uma pena que a Polícia Judiciária, em todos os níveis, utilize a sua máquina "indiciadora" muito mais pelo convencimento do que pela convicção. Escrevo nestes termos, com conhecimento de causa. Pois, já respondi a dois inquéritos policiais e, em ambos, seus presidentes indiciaram-me por convencimento, todavia sem qualquer convicção.

Os anos de 1985 e 2006 ficarão marcados com tinta indelével na minha biografia. Só o humano, maior de idade, imputável, responsável por seus atos, enfim, com saber, vontade e inteligência, pode vir a ser indiciado em inquérito policial. A Polícia Civil de Pernambuco e o Departamento de Polícia Federal, em suas respectivas sedes de Caruaru, perderam o precioso tempo de seus Cartórios, ao confeccionarem os "calhamaços" que culminaram em minhas indiciações.

Em 1985 os inquéritos policiais ainda eram datilografados. A Polícia Judiciária estava saindo da sua fase empírica para a fase científica. Num cumprimento de um mandado de prisão, o procurado veio a óbito. O Delegado de Polícia, por motivos de foro íntimo e prestando um desserviço ao "bom Direito", "resolveu" indiciar-me, enquanto acusado, no artigo 121 do Código Penal Brasileiro, desprezando as circunstâncias relevantes capituladas no artigo 23, da mesma norma jurídica, que serviu de base para a absolvição, rente às duas excludentes de criminalidade pré-existentes, a saber: a legítima defesa e o estrito cumprimento do dever legal.


Depois do último ato da longa odisséia, quando o ocaso se fez aurora, depois da travessia da noite escura, através de um mar de incertezas, enfim, da confirmação da sentença absolutória, com trânsito em julgado através de acórdão, aí vieram os verdadeiros amigos da época e também os falsos amigos de então, darem-me palminhas nas costas ao dizerem que estavam torcendo, de coração, para que tudo desse certo.


Vinte e um anos depois, o poder de indiciamento da polícia, ainda era o mesmo, senão com maior exacerbação. Por motivos "intra corporis", preposto missionado da briosa Polícia Federal, em Caruaru, recentemente em 2006, seleciona por portaria, um corolário de meia dúzia de crimes para embasar o despacho de indiciamento mais esdrúxulo que meus olhos já leram nestes meus vinte e sete anos e meio de vida policial. Exagerou a autoridade policial. Pois se a denúncia do Ministério Público Federal, ainda enxergou meio artigo de lei e ofereceu transação penal, em boa hora, por mim rejeitada. A Justiça Federal, por uma de suas varas em Caruaru, rejeitou a denúncia por atipicidade de conduta, mandando dar baixa e arquivar o desditoso inquérito policial.

Li em algum lugar que: "Aquele que vence e se vinga não é digno da vitória". O Inquérito Policial é uma pedra de tropeço. Duas vezes, inopinadamente, puseram tais pedras no meu caminho, para que com elas eu edificasse os degraus da escada para a conquista do meu ideal. Mas, nem sempre a história termina assim. Ai daqueles que não podem se defender! Ai daqueles que sumariados mofam nas prisões! Mas, aí também daqueles que se comprazem em perpetrar o mal da perseguição cega. O livre convencimento diante das provas, só atinge o seu real desiderato quando torna convicto, por sua profissão fé, aquele que tem o dever de indiciar nos autos ou de remeter à justiça competente as diligências apuradas através de inquérito policial.

Chegará o dia, no qual o inquérito policial será extinto. O inquisitório chegará ao seu fim. Brilhará a tríade da Justiça Pública através da Defensoria em todos os atos; do Ministério Público desde o momento real do cometimento das infrações e do Estado Juiz que, ex-officio, não permitirá, prisões, nem constrangimentos ilegais. O tripé da justiça funcionará diuturnamente, não cessando nos sábados, nos domingos e nem tão pouco nos feriados. Amo essa idéia e sei que tudo é uma questão de tempo. O tempo que no dizer de Dike: "É muito lento para quem espera; muito longo para quem sofre; muito rápido para quem hesita e muito curto para quem aproveita. Mas, para quem ama o tempo não existe!" Para a prática do bem, qualquer tempo, é tempo. Estejamos convictos e não apenas convencidos disto.


 *Severino Melo ? Bacharel em Direito, Escritor, Radialista, Agente Federal ? Recifense Nato, Cidadão Honorário de Caruaru, Membro da Academia Maçônica de Letras. Correio Eletrônico: smelo2006@gmail.com

Fonte: Agência Fenapef

Efetue Login para ler os Comentários.