Fenapef prestigia posse do novo diretor-geral da PF

20 de novembro de 2017

“As expectativas são positivas”, avalia o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens, após a participação na cerimônia de posse do novo Diretor-Geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, nesta segunda-feira (20), em Brasília.

Em seu discurso, Segóvia enfatizou a responsabilidade de assumir a direção da Polícia Federal obedecendo as leis, a Constituição, os direitos humanos e a hierarquia.

“Trabalharei sob os desafios impostos, fazendo prevalecer o espírito de equipe e união com um time harmônico no combate à corrupção, na continuidade operações especiais, no combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas e de armas”, disse.

O novo diretor chamou ainda de “infeliz” a disputa institucional de poder na Polícia Federal e Ministério Público.

“Acredito na maturidade profissional entre os membros. Temos a frente a oportunidade de escrever um novo capítulo sem vaidade ou discurso de poder em prol da nação brasileira”, completou.

A Fenapef espera de Segóvia uma gestão de grandes decisões, dotada de equilíbrio e transparência, capaz de resolver os problemas internos de uma vez por todas. Passo seguinte, o trabalho da PF poderá avançar a passos largos e com qualidade.

Ainda de acordo com Boudens, um dos grandes desafios de Segóvia será evitar os cortes nas verbas previstas para a Instituição.

“A Polícia Federal merece atenção especial na preservação do orçamento, pois as investigações não podem ser prejudicadas. Os recursos para manter um policial e sua equipe retornam para a União, em quantidade bem maior. A sociedade tem visto o resultado prático. Prova disso são as operações, que certamente também não sofrerão interferências políticas”, completou.

Ao ser questionado se a indicação política do Diretor-Geral poderia interferir na autonomia da Polícia Federal, Boudens rebate. “A Polícia Federal já detém autonomia investigativa, o que garante a condução isenta das investigações. As indicações são feitas por confiança e relacionamento. A gestão anterior, que durou quase sete anos, foi escolhida por um governo que também foi alvo de investigações”.

Fortalecimento interno

No dia em que foi nomeado Diretor-Geral, em 8 de novembro, Segóvia convocou uma reunião com os líderes sindicais para reforçar seu interesse pessoal em dar prosseguimento aos projetos de interesse da Instituição no Congresso Nacional. “Se tudo o que foi dito por Segóvia se cumprir, a Polícia Federal pode viver uma nova era”, finaliza Boudens.

 

Agência Fenapef



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